O apreço pela arte entre os seres humanos é algo bem mais antigo do que estamos acostumados a acreditar. Basta lembrar que muito antes de podermos ser chamados de civilização já pintávamos as paredes de nossas cavernas com cenas do cotidiano, acontecimentos memoráveis ou simplesmente padrões geométricos decorativos. Essa inclinação artística dos nossos ancestrais ficou razoavelmente preservada no que hoje chamamos de pintura rupestre.
Da mesma forma adornávamos também os nossos corpos, fosse com “jóias” feitas de ossos, pedras ou sementes vegetais, fosse com a tinta obtida das plantas ou de substâncias mineiras como a terra, o óxido de ferro e tantas outras, a exemplo do que ainda hoje fazem os povos indígenas. Com essa pintura corporal nascia a maquiagem , já usada pelos egípcios a mais de três mil anos.
Outro tipo de arte corporal encontrada entre diversos povos antigos foi a tatuagem. Difícil saber quando começamos a tatuar nossos corpos, mas podemos observar que essa prática está presente nas mais diversas e antigas culturas ao redor do globo. Fosse por razões decorativas, religiosas ou em “ritos de passagem” nossos ancestrais já tatuavam seus corpos a milhares de anos. Para isso utilizavam tintas vegetais ou minerais injetadas na pele com o uso de ossos, dentes de peixes e diversos outros materiais perfurantes. A maquiagem definitiva moderna parece ter surgido a centenas de anos entre as chinesas, que utilizavam a tatuagem para maquiar seus rostos. Mas existem relatos de estudos que descrevem múmias egípcias com tatuagens maquiando seus rostos.
Se por um lado não conseguimos definir o inicio da pratica de tatuar para maquiar, podemos afirmar que foi nos Estados Unidos da América, onde foi inventada a primeira máquina elétrica de tatuagem, que surgiram as primeiras técnicas modernas de maquiagem definitiva, amplamente divulgadas a partir da década de sessenta.
Fonte: www.fabricioferraco.com.br